ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL
Projeto Político Pedagógico
O Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial visa à formação do profissional para atuar em diversas áreas, contribuindo com o desenvolvimento científico-tecnológico, social, econômico e humanístico no âmbito de sua atuação. Nesse sentido, o PPC se baseia na eficácia da relação entre ensino e aprendizagem, tendo como norteadoras as legislações específicas que fundamentam a adequada formação científica, tecnológica e humanística para o exercício profissional em Engenharia de Produção Agroindustrial no atendimento das demandas da indústria e da sociedade em seus aspectos gerais e particulares.
O Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial, da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT, apresenta em sua matriz curricular disciplinas com créditos totalmente teóricos, disciplinas com créditos teóricos e práticos e créditos à distância, cada uma com suas próprias especificidades e necessidades.
A matriz curricular está organizada por fases (semestres), com o objetivo de constituir blocos de disciplinas que promovam a integração de conteúdo. Estes blocos estão organizados segundo o critério de complementaridade ou de complexidade progressiva, objetivando a autonomia intelectual do aluno na abordagem e interpretação de problemas e na proposição e desenvolvimento das
sínteses propositivas. As sequências das disciplinas também contemplam abordagens e ênfases específicas, porém, a integração dos seus conteúdos, a prática interdisciplinar com as diversas áreas que agregam conhecimento ao curso, constitui síntese obrigatória, sem a qual não se pode compreender a totalidade e a complexidade da Engenharia de Produção.
O Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial apresenta em sua matriz curricular disciplinas com créditos teóricos e teórico-práticos, práticos e à distância, dependendo da especificidade e necessidade de cada componente curricular.
Nas disciplinas teóricas, o curso ampara-se em um conjunto de estratégias didáticas para mediar a relação ensino-aprendizagem e a construção do conhecimento, sempre enfatizando a importância da aplicação do conhecimento para a sociedade. Para isso, as estratégias utilizadas contemplam aulas expositivas-dialogadas, seminários, estudos de caso, metodologias cooperativas e ativas, entre outras, que asseguram o protagonismo do discente como sujeito participativo na sua própria formação.
A aula expositiva-dialogada compreende a apresentação/exposição do assunto pelo docente com a participação ativa do discente. Por meio desta técnica, o docente promove o questionamento, desarticula sua passividade e permite os acadêmicos a interpretar, participar e discutir o objeto de estudo, inclusive propondo soluções alternativas quando pertinente.
O seminário oferece espaço para grupos ou indivíduos/sujeitos discutirem temas ou problemas relevantes. Este recurso desenvolve a pesquisa, a apresentação e a discussão científicas e a autonomia do acadêmico.
A aplicação das metodologias ativas e/ou colaborativas para resolução de problemas, aprendizagem baseada em projetos, sala de aula invertida e estudo de caso, elegem o acadêmico como responsável pelo próprio aprendizado; metodologias inovadoras são avaliadas continuamente e são consideradas de interesse pedagógico, com possibilidades de serem testadas, contribuindo de forma dinâmica na melhoria contínua do processo ensino-aprendizagem.
A relação teórico-prática é de fundamental importância para a formação dos acadêmicos, pois torna-se exercício importante entre a prática e os conhecimentos teóricos adquiridos. Nesse sentido, as atividades teórico-práticas estarão de acordo com atividades realizadas em diferentes ambientes, tanto sala de aula quanto laboratórios de ensino e/ou pesquisa, além de aulas de campo e visitas técnicas.
Atividades realizadas em laboratório são de fundamental importância para consolidação da teoria, ao mesmo tempo que são, por si só, contribuintes para a construção da aprendizagem. Laboratórios são, ainda, importantes na inserção do acadêmico em ambiente de conhecimento prático e sistemático, produção científica, tecnologia e pesquisa, instigando-o na compreensão do espírito investigativo e no desenvolvimento de atitudes de interdisciplinaridade e transdisciplinaridade.
Aulas de campo e visitas técnicas são fundamentais para verificação in loco de espaços onde o objeto de estudo pode ser verificado, experimentado, analisado e interpretado. Todas as metodologias são, essencialmente, precursoras da pesquisa, cuja atividade será desenvolvida nas diversas disciplinas do curso. Tais atividades terão sempre a presença dos professores orientadores com a execução de projetos específicos desenvolvidos pelo corpo docente do curso.
A disciplina de Metodologia da Pesquisa serve como o primeiro contato formal de todos os acadêmicos do curso com a pesquisa científica, sendo abordados os diversos aspectos relacionados com a pesquisa científica.
As disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso I e II, igualmente, incentivam a prática científica e de pesquisa, proporcionando aos acadêmicos a oportunidade de propor problemas e solucioná-los através da investigação sistemática de dados produzidos, coletados e analisados pelos próprios acadêmicos.
1.5 Objetivos
Objetivo Geral:
O objetivo geral do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da UNEMAT é formar profissionais cidadãos na área de Engenharia de Produção Agroindustrial, capacitados para atender às exigências técnico-científicas e operacionais do sistema agroindustrial, aptos para contribuir no avanço tecnológico e organizacional da moderna produção social, científica e industrial, comprometidos com sua sustentabilidade, eficiência, qualidade, competitividade e resolução dos problemas de natureza social, tecnológica, econômica e ambiental. Além disso, busca possibilitar que estes profissionais sejam capazes de desempenhar com desenvoltura as atividades de engenharia aplicadas ao setor agroindustrial, comprometidos com o desenvolvimento e problemas sociais, ambientais e econômicos.
Objetivos Específicos:
Os principais objetivos específicos na capacitação do profissional bacharel em engenharia de produção agroindustrial buscam permitir que estes venham a possuir competência para:
I. Dimensionar e integrar recursos físicos, humanos e financeiros a fim de produzir, com eficiência e ao menor custo, considerando a possibilidade de melhorias contínuas;
II. Utilizar ferramental matemático e estatístico para modelar sistemas de produção e auxiliar na tomada de decisões;
III. Projetar, implementar e aperfeiçoar sistemas, produtos e processos, levando em consideração os limites e as características das comunidades envolvidas;
IV. Prever e analisar demandas, selecionar conhecimento científico e tecnológico, projetando produtos ou melhorando suas características e funcionalidade;
V. Incorporar conceitos e técnicas da qualidade em todo o sistema produtivo, tanto nos seus aspectos tecnológicos quanto organizacionais, aprimorando produtos e processos, e produzindo normas e procedimentos de controle e auditoria;
VI. Prever a evolução dos cenários produtivos, percebendo a interação entre as organizações e os seus impactos sobre a competitividade;
VII. Acompanhar os avanços tecnológicos, organizando-os e colocando-os a serviço da demanda das empresas e da sociedade;
VIII. Compreender a inter-relação dos sistemas de produção com o meio ambiente, tanto no que se refere a utilização de recursos escassos quanto à disposição final de resíduos e rejeitos, atentando para a exigência de sustentabilidade;
IX. Utilizar indicadores de desempenho, sistemas de custeio, bem como avaliar a viabilidade econômica e financeira de projetos;
X. Gerenciar e otimizar o fluxo de informação nas empresas utilizando tecnologias adequadas;
XI. Compreender as relações sociais, econômicas, políticas e ecológicas envolvidas na produção em prol do aumento da qualidade de vida;
XII. Desenvolver o senso crítico, a criatividade, a capacidade de análise e síntese, a expressão oral e escrita e finalmente, a habilidade de recuperar e processar dados e informações das diversas fontes disponíveis.
1.6 Perfil do egresso
Com base nas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Engenharia definidas na Resolução CNE/CES 02/2019, o perfil do egresso do curso de graduação em Engenharia deve compreender, entre outras, as seguintes características:
I. Ter visão holística e humanista, ser crítico, reflexivo, criativo, cooperativo e ético e com forte formação técnica;
II. Estar apto a pesquisar, desenvolver, adaptar e utilizar novas tecnologias, com atuação inovadora e empreendedora;
III. Ser capaz de reconhecer as necessidades dos usuários, formular, analisar e resolver, de forma criativa, os problemas de Engenharia;
IV. Adotar perspectivas multidisciplinares e transdisciplinares em sua prática;
V. Considerar os aspectos globais, políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e de segurança e saúde no trabalho;
VI. Atuar com isenção e comprometimento com a responsabilidade social e com o desenvolvimento sustentável.
Ademais, o egresso do curso de Engenharia de Produção Agroindustrial é um profissional com sólida formação científica, tecnológica e profissional que capacite o engenheiro de produção a identificar, formular e solucionar problemas ligados às atividades de projeto, operação e gerenciamento do trabalho e de sistemas de produção de bens ou serviços, considerando seus aspectos humanos, econômicos, sociais e ambientais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade.
Para tanto, compete ao egresso no exercício da profissão de Engenheiro de Produção Agroindustrial: o projeto, implantação, operação, melhoria e a manutenção de sistemas produtivos integrados à aplicação dos conhecimentos tecnológicos para o equacionamento de problemas relacionados à produção agroindustrial; a utilização de ferramental matemático e estatístico para dimensionar e modelar sistemas de produção auxiliares na tomada de decisões; e a capacidade de através da análise do cenário global das atividades econômicas, prever e analisar as demandas do mercado aprimorando o sistema de gestão, otimizando qualidade dos produtos e redução de custos de produção.
Há ainda a necessidade de análise, especificação, previsão e avaliação de resultados obtidos de forma a integrar os conhecimentos especializados da área sócio-técnico compreendendo as inter-relações entre os diversos sistemas de produção e o meio ambiente, a tecnologia e a sociedade, atentando para a exigência de sustentabilidade, utilização de recursos escassos e disposição final de resultados destas interações, comprometendo-se com a melhoria contínua da qualidade da vida na biosfera.
1.7 Áreas de atuação do egresso
Com base nas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Engenharia definidas na Resolução CNE/CES 02/2019, o desenvolvimento do perfil e das competências, estabelecidas para o egresso do curso de graduação em Engenharia, visam à atuação em campos da área e correlatos, em conformidade com o estabelecido no Projeto Pedagógico do Curso (PPC), podendo compreender uma ou mais das seguintes áreas de atuação:
I. Atuação em todo o ciclo de vida e contexto do projeto de produtos (bens e serviços) e de seus componentes, sistemas e processos produtivos, inclusive inovando-os;
II. Atuação em todo o ciclo de vida e contexto de empreendimentos, inclusive na sua gestão e manutenção;
III. Atuação na formação e atualização de futuros engenheiros e profissionais envolvidos em projetos de produtos (bens e serviços) e empreendimentos.
Neste sentido, o Engenheiro de Produção Agroindustrial está capacitado para atuar como profissional técnico em organizações públicas ou privadas, nas áreas de planejamento, controle e melhoria de sistemas produtivos, em especial agroindustriais. É capacitado para desenvolver inovações em sistemas ou redes de produção e em produtos.
Além disso, pode atuar no ensino, pesquisa, ou consultoria, e executar estas atividades inclusive como profissional autônomo, podendo atuar em qualquer setor, inclusive no terceiro setor, em cooperativas e instituições financeiras.
O profissional está apto ainda a trabalhar em setores de desenvolvimento do campo tecnológico desenvolvidos pelo setor público nas esferas federal, estadual e municipal, bem como em instituições internacionais ou da iniciativa privadas. Pode também qualificar-se na criação, elaboração e execução e gestão de projetos, em especial, agroindustriais.
Com base nas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Engenharia definidas na Resolução CNE/CES 02/2019, o desenvolvimento do perfil e das competências, estabelecidas para o egresso do curso de graduação em Engenharia, visam à atuação em campos da área e correlatos, em conformidade com o estabelecido no Projeto Pedagógico do Curso (PPC), podendo compreender uma ou mais das seguintes áreas de atuação:
I. Atuação em todo o ciclo de vida e contexto do projeto de produtos (bens e serviços) e de seus componentes, sistemas e processos produtivos, inclusive inovando-os;
II. Atuação em todo o ciclo de vida e contexto de empreendimentos, inclusive na sua gestão e manutenção;
III. Atuação na formação e atualização de futuros engenheiros e profissionais envolvidos em projetos de produtos (bens e serviços) e empreendimentos.
Neste sentido, o Engenheiro de Produção Agroindustrial está capacitado para atuar como profissional técnico em organizações públicas ou privadas, nas áreas de planejamento, controle e melhoria de sistemas produtivos, em especial agroindustriais. É capacitado para desenvolver inovações em sistemas ou redes de produção e em produtos.
Além disso, pode atuar no ensino, pesquisa, ou consultoria, e executar estas atividades inclusive como profissional autônomo, podendo atuar em qualquer setor, inclusive no terceiro setor, em cooperativas e instituições financeiras.
O profissional está apto ainda a trabalhar em setores de desenvolvimento do campo tecnológico desenvolvidos pelo setor público nas esferas federal, estadual e municipal, bem como em instituições internacionais ou da iniciativa privadas. Pode também qualificar-se na criação, elaboração e execução e gestão de projetos, em especial, agroindustriais.
Com base nas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Engenharia definidas na Resolução CNE/CES 02/2019, o Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da UNEMAT forma profissionais com habilidades e competências técnicas para:
I. Formular e conceber soluções desejáveis de engenharia, analisando e compreendendo os usuários dessas soluções e seu contexto:
a) Ser capaz de utilizar técnicas adequadas de observação, compreensão, registro e análise das necessidades dos usuários e de seus contextos sociais, culturais, legais, ambientais e econômicos;
b) Formular, de maneira ampla e sistêmica, questões de engenharia, considerando o usuário e seu contexto, concebendo soluções criativas, bem como o uso de técnicas adequadas;
II. Analisar e compreender os fenômenos físicos e químicos por meio de modelos simbólicos, físicos e outros, verificados e validados por experimentação:
a) Ser capaz de modelar os fenômenos, os sistemas físicos e químicos, utilizando as ferramentas matemáticas, estatísticas, computacionais e de simulação, entre outras.
b) Prever os resultados dos sistemas por meio dos modelos;
c) Conceber experimentos que gerem resultados reais para o comportamento dos fenômenos e sistemas em estudo.
d) Verificar e validar os modelos por meio de técnicas adequadas;
III. Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos (bens e serviços), componentes ou processos:
a) Ser capaz de conceber e projetar soluções criativas, desejáveis e viáveis, técnica e economicamente, nos contextos em que serão aplicadas;
b) Projetar e determinar os parâmetros construtivos e operacionais para as soluções de Engenharia;
c) Aplicar conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de Engenharia;
IV. Implantar, supervisionar e controlar as soluções de Engenharia:
a) Ser capaz de aplicar os conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar a implantação das soluções de Engenharia.
b) Estar apto a gerir, tanto a força de trabalho quanto os recursos físicos, no que diz respeito aos materiais e à informação;
c) Desenvolver sensibilidade global nas organizações;
d) Projetar e desenvolver novas estruturas empreendedoras e soluções inovadoras para os problemas;
e) Realizar a avaliação crítico-reflexiva dos impactos das soluções de Engenharia nos contextos social, legal, econômico e ambiental;
V. Comunicar-se eficazmente nas formas escrita, oral e gráfica:
a) Ser capaz de expressar-se adequadamente, seja na língua pátria ou em idioma diferente do Português, inclusive por meio do uso consistente das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), mantendo-se sempre atualizado em termos de métodos e tecnologias disponíveis;
VI. Trabalhar e liderar equipes multidisciplinares:
a) Ser capaz de interagir com as diferentes culturas, mediante o trabalho em equipes presenciais ou a distância, de modo que facilite a construção coletiva;
b) Atuar, de forma colaborativa, ética e profissional em equipes multidisciplinares, tanto localmente quanto em rede;
c) Gerenciar projetos e liderar, de forma proativa e colaborativa, definindo as estratégias e construindo o consenso nos grupos;
d) Reconhecer e conviver com as diferenças socioculturais nos mais diversos níveis em todos os contextos em que atua (globais/locais);
e) Preparar-se para liderar empreendimentos em todos os seus aspectos de produção, de finanças, de pessoal e de mercado;
VII. Conhecer e aplicar com ética a legislação e os atos normativos no âmbito do exercício da profissão:
a) Ser capaz de compreender a legislação, a ética e a responsabilidade profissional e avaliar os impactos das atividades de Engenharia na sociedade e no meio ambiente.
b) Atuar sempre respeitando a legislação, e com ética em todas as atividades, zelando para que isto ocorra também no contexto em que estiver atuando;
VIII. Aprender de forma autônoma e lidar com situações e contextos complexos, atualizando-se em relação aos avanços da ciência, da tecnologia e aos desafios da inovação:
a) Ser capaz de assumir atitude investigativa e autônoma, com vistas à aprendizagem contínua, à produção de novos conhecimentos e ao desenvolvimento de novas tecnologias.
b) Aprender a aprender.
Além das competências gerais, devem ser agregadas as competências específicas de acordo com a habilitação ou com a ênfase do curso.
IX. Projetar, implantar, melhorar e a manter sistemas produtivos integrados à aplicação dos conhecimentos tecnológicos.
X. Equacionar e solucionar problemas relacionados à produção agroindustrial;
XI. Utilizar ferramental matemático e estatístico para dimensionar e modelar sistemas de produção auxiliares na tomada de decisões;
XII. Ser capaz, através da análise do cenário global das atividades econômicas, prever e analisar as demandas do mercado aprimorando o sistema de gestão, otimizando qualidade dos produtos para redução de custos de produção.
Relação entre Ensino, Pesquisa e Extensão:
O curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da Universidade do Estado de Mato Grosso, prima pelas relações entre ensino, pesquisa e extensão. Ensinar a aprender é criar possibilidades para que o indivíduo alcance por si só, as fontes do conhecimento que estão à sua disposição na sociedade. As inúmeras informações disponíveis nos mais diversos meios tecnológicos levam o indivíduo a analisar com olhar estudioso, curioso, questionador e pesquisador, envolvendo-o em ações exercitadas pelo ato de pensar como classificar, selecionar, ordenar, comparar, resumir e produzir, para poder assim interpretar os significados lidos. Neste sentido, o olhar e a escuta envolvem ações altamente movimentadas, reflexivas e estudiosas.
As aulas no curso de Engenharia de Produção Agroindustrial devem estar em sintonia com as atividades de pesquisa desenvolvidas pelos docentes, pelos discentes e também pela produção acadêmica das Universidades no mundo.
Uma vez que a pesquisa na universidade é necessária também na formação intelectual e cultural do acadêmico, os professores devem priorizar projetos que incentivem a prática da pesquisa e sua interface com a extensão. A interface com extensão deve garantir a presença efetiva da Universidade na sociedade.
Assim, o curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da UNEMAT busca atender o que estabelece a Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394 de 1996) quanto a finalidade da educação superior, cuja relação ensino, pesquisa e extensão pode ser sintetizada nos seguintes incisos:
• Estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;
• Incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;
• Promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;
• Estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;
• Promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.
Nesta perspectiva o curso de Engenharia de Produção Agroindustrial também possui como meta o incentivo de professores na promoção de atividades de ensino que atendam as necessidades e particularidades dos discentes para que o conhecimento possa ser construído significativamente. Assim como, fomenta a necessidade de elaboração e desenvolvimento de projetos de pesquisa para investigações e produção do conhecimento e de extensão universitária para fazer este conhecimento chegar a população e comunidades, além de promover uma maior interação entre a universidade e as mesmas.
A UNEMAT tem como missão em sua política de extensão articular o ensino e a pesquisa de acordo com as demandas da sociedade, buscando o comprometimento da comunidade universitária com interesses e necessidades sociais e empresariais dos diversos municípios do entorno com seus diferentes biomas, como pantanal, cerrado e floresta amazônica, atentando-se ainda para as particularidades das populações tradicionais.
A política institucional da UNEMAT de bolsas de iniciação científica em parceria com agências de fomento (CNPq, FAPEMAT) cria oportunidades para os acadêmicos desenvolverem atividades de pesquisa relacionadas a projetos específicos de professores do corpo docente do curso. A Pesquisa é suportada pelo acervo bibliográfico atualizado de livros e periódicos, nacionais e internacionais, fornecidos pela Instituição e é entendida como um dos fios condutores deste projeto pedagógico, aliada ainda à Extensão e ao Ensino.
Com o objetivo de melhor subsidiar a execução da prática científica, o corpo docente está inserido em três grupos de pesquisa, sendo:
1. Grupo de pesquisa em produção e processamento agroindustrial
O grupo de pesquisa tem por finalidade trabalhar em ciência e tecnologia de produtos agroindustriais, desde sua produção, análise e processamento, permitindo assim agregar valor as matérias-primas, produzidas pelo setor primário da produção local, regional e nacional.
Linhas de pesquisa: Análise de Alimentos
Biotecnologia, bioprospecção e desenvolvimentos de produtos
Produção e Processamento Agroindustrial
Secagem e armazenamento de produtos agrícolas
Tecnologia Agroindustrial
Link de acesso: dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/4443060858888075
2. Grupo de pesquisa em modelagem matemática & pesquisa operacional
O objetivo do grupo de pesquisa é atuar no desenvolvimento e análise de modelos matemáticos e computacionais para problemas reais de interesses regionais e/ou estaduais. No que concerne às metodologias e técnicas de solução de tais modelos, o grupo pretende utilizar tanto as técnicas ofertadas pela pesquisa operacional quanto as técnicas que utilizam algoritmos evolutivos.
Linhas de pesquisa: Algoritmos Heurísticos e Metaheurísticas
Modelagem Matemática e Computacional
Otimização
Pesquisa Operacional Aplicada
Link de acesso: dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/3652512919871735
3. Grupo de pesquisa em gestão de produtos, processos e pessoas
O objetivo do grupo de pesquisa é o desenvolvimento, gestão e melhoria de produtos, processos e pessoas, permitindo assim, melhorar a qualidade e agregar valor aos produtos da
região, redução de custos de produção e aumento de eficiência produtiva das empresas, bem como fomentar condições e ambientes laborais seguros e saudáveis às pessoas.
Linhas de pesquisa: Gestão de Pessoas
Gestão de Processos
Gestão de Produtos
Link de acesso: http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/459757
As linhas de pesquisa do curso serão definidas conforme as grandes áreas da engenharia da produção, classificadas pela ABEPRO, acrescida da área de ênfase agroindustrial, sendo:
1. Engenharia de operações e processos da produção
2. Logística
3. Pesquisa operacional
4. Engenharia da qualidade
5. Engenharia do produto
6. Engenharia organizacional
7. Engenharia econômica
8. Engenharia do trabalho
9. Engenharia da sustentabilidade
10. Tecnologia de produção agroindustrial aplicada à engenharia de produção
As atividades de extensão vinculadas ao Curso também proporcionam a aplicação do conhecimento, produção científica e tecnológica para atender às diversas demandas da sociedade, proporcionando a interação da universidade com a comunidade através de uma relação de reciprocidade.
Entende-se a Extensão como um dos conectores da prática pedagógica, aliada ao Ensino e à Pesquisa com a sociedade. Serve, em princípio, como suporte à pesquisa e à produção do conhecimento através da reflexão crítica da realidade e à resolução de problemas sociais. Neste sentido, a ação voltada à sociedade perpassa prestação de serviços, contribuindo para construção e ampliação da cidadania, uma vez que a IES está inserida na realidade sócio-econômica e pressupõe reciprocidade entre ações acadêmicas e necessidades sociais. Assim, a transformação social, auxiliada pela Universidade, torna-se contextualizada e efetiva. Cursos de aperfeiçoamento, transferência de tecnologia e prestação de serviços através de Empresa Júnior são ações incentivadas no curso.
O Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial, orientado pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão visa integrar as atividades pedagógicas de investigação científica e aplicada e de desenvolvimento social e econômico do entorno local e mais amplo. A articulação entre os três eixos pretende fortalecer e complementar a formação do acadêmico do curso por meio da construção do conhecimento, do desenvolvimento de pesquisa e da socialização dos saberes com a sociedade. Esta relação, com vistas ao desenvolvimento do senso crítico, da criatividade, da atualização e qualificação, vem consolidar a formação e atuação profissional da Engenharia de Produção Agroindustrial pautadas pela ética, pela cidadania e pela função social, plural, inclusiva e democrática da educação superior.
2.2 Integração com a Pós-graduação
NÃO SE APLICA
2.3 Mobilidade estudantil e internacionalização
A mobilidade acadêmica é extremamente importante para o crescimento e amadurecimento intelectual e social durante a formação dos acadêmicos. Dessa forma, acadêmicos vinculados à UNEMAT podem cursar disciplinas referentes ao curso em diferentes Instituições de Ensino Superior
(IES) brasileiras ou estrangeiras. Da mesma forma, acadêmicos oriundos de outras IES podem cursar disciplinas no curso.
A Diretoria de Mobilidade Acadêmica (DMA) vinculada à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG) coordena o Programa de Mobilidade Acadêmica (PMA), regulamentado pela Resolução 087/2015 – CONEPE. Aos acadêmicos que ingressem no PMA torna-se disponível a efetivação da mobilidade de forma interna ou externa, nesse caso, com IES conveniadas. O período disponível para realização das atividades referentes à PMA (incluindo atividades de Pesquisa e Extensão) é de um (01) ano.
Os acadêmicos candidatos à mobilidade acadêmica deverão estar de acordo com a Normatização Acadêmica em vigor, Instrução Normativa 054/2011-CONEPE, e Res. 087/2015- CONEPE da UNEMAT.
2.4 Tecnologias digitais de informação e comunicação no processo de ensino- aprendizagem
O ensino e aprendizagem dos acadêmicos no âmbito de créditos à distância terão atividades orientadas ao auto-aprendizado juntamente com a utilização de recursos didáticos. Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) são conhecidas ferramentas de suporte acadêmico em modalidade semipresencial e Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) como o Moodle, GoogleClassroom ou o próprio SIGAA, são ferramentas indicadas para essas atividades. Ao acadêmico matriculado em uma disciplina com créditos à distância compete o cumprimento das atividades requeridas pelo docente responsável pela disciplina para receber a frequência relativa ao respectivo crédito.
2.5 Educação inclusiva/política de acessibilidade
A UNEMAT, considerando a importância de assegurar aos portadores de deficiência física e sensorial, condições básicas de acesso ao ensino superior, de mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações, adota como referência a Norma ABNT nº 9.050, a Portaria MEC nº 3.284/2003, e o Decreto 5.296/2004.
2.6 Núcleo docente estruturante (NDE) e Colegiado de Curso
O Núcleo Docente Estruturante (NDE) e o Colegiado de Curso serão formados respeitando as resoluções vigentes na instituição à saber: Resolução 008/2011 – CONEPE/UNEMAT e Resolução 002/2012 – CONCUR/UNEMAT, respectivamente, bem como será respeitada a Resolução 054/2011 - CONEPE/UNEMAT
ESTRUTURA CURRICULAR
3.1 Formação teórica articulada com a prática
O Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT apresenta em sua matriz curricular disciplinas com créditos teóricos, práticos, de campo ou a distância de acordo com a necessidade do desenvolvimento dos conteúdos na prática das disciplinas.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia, Resolução CNE-CES 02, de 24 de abril de 2019, os conteúdos de Física, Química e Informática, preveem a obrigatoriedade atividades de laboratório. Nos demais conteúdos, devem ser previstas atividades práticas e de laboratórios, com enfoques e intensividade compatíveis com a modalidade pleiteada.
As atividades teóricas-práticas estão em consonância por meio das atividades realizadas em diferentes espaços, como sala de aula, laboratório de ensino e ou pesquisa, ambientes virtuais de
aprendizagem, como também em aulas de campo e visitas técnicas e, ainda, com a participação em atividades em projetos de pesquisa, extensão e ensino.
A participação dos discentes em visitas técnicas e em projetos de pesquisa e extensão contribui com a consolidação do conhecimento teórico, pois insere os discentes em um cenário compatível com as demandas do mercado de trabalho e com o exercício da profissão.Com isso, objetiva-se o êxito na relação ensino-aprendizagem para a melhor formação do discente do curso.
As atividades realizadas em laboratórios são fundamentais para a concretização de teorias, assim como, espaços de construção de aprendizagem.
Os laboratórios podem tornar-se palcos fundamentais para inserir o aluno nos ambientes de estudo, produção técnica, pesquisa e tecnologia. Isso poderá instigá-lo a adquirir espírito investigativo, proporcionando também atitudes de interdisciplinaridade e de transdisciplinaridade. Neste sentido, os laboratórios assim como os demais espaços pedagógicos, devem ser locais destinado a aprendizagens, a consolidação do ensino, da pesquisa e da extensão.
3.1.1 Infraestrutura laboratorial
Para atender esta obrigatoriedade e a demanda necessária para a formação de nossos acadêmicos, o curso deve possuir uma infraestrutura laboratorial que conta com, no mínimo, os seguintes laboratórios para atender as suas necessidades:
• Laboratório de Física Experimental
• Laboratório de Química Geral
• Laboratório de Informática
• Laboratório de Desenho Técnico e Expressão Gráfica
Para a garantia dos princípios que fundamentam as relações teóricas-práticas no curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da UNEMAT são estimuladas as interações entre conteúdos teóricos e práticos nas disciplinas, entre o conceito e a experimentação, e a interdisciplinariedade, sendo também incentivadas visitas técnicas e aulas de campo.
Os conteúdos teóricos são articulados aos práticos, na perspectiva de que os conceitos e conhecimentos teóricos fundamentais sejam estudados, para que possam suscitar de forma simultânea as necessárias reflexões, discussões, dimensões operativas e técnicas presentes para a resolução de problemas.
A interação entre o conceito e a experimentação propõe enfatizar a consideração de hipóteses, a capacidade de síntese e a avaliação de resultados necessários ao desenvolvimento progressivo da autonomia do aluno nas resoluções propositivas, a condição de oferecer respostas próprias às questões que lhes são apresentadas dentro do escopo da Engenharia de Produção.
Em uma turma fora de sede o curso pode usar as dependências e instalações de instituições parceiras para uso de seus laboratórios e suprir tal demanda de infraestrutura.
3.1.2 Infraestrutura bibliográfica
A UNEMAT proporciona ainda acesso à biblioteca virtual, com milhares de títulos das diferentes áreas do conhecimento e que contemplam as necessidades do curso de Engenharia de Produção Agroindustrial. Todos os alunos tem acesso à biblioteca virtual da UNEMAT de forma remota e gratuita com seu login e senha de conta institucional que é ofertada ao aluno.
Atualmente a UNEMAT conta acesso a periódicos através da Science Direct e Portal de Periódicos da CAPES, com disponibilidade de acesso remoto, o que provê ao aluno da UNEMAT uma grande forma de acesso e importantíssima fonte de informação à alguns dos melhores periódicos do mundo.
3.2 Núcleos de formação
O curso de Engenharia de Produção Agroindustrial é estruturado em 4 (quatro) unidades curriculares (UC), atendendo ao disposto nas Diretrizes Curriculares Nacionais e conforme o perfil das disciplinas integrantes:
UC I – Créditos obrigatórios de formação geral e humanística, englobando conteúdos sociológicos, filosóficos, éticos, econômicos, comportamentais, de direitos humanos, cidadania, educação ambiental, entre outros aspectos relacionados à sociedade contemporânea;
UC II – Créditos obrigatórios de formação específica do curso, englobando os conteúdos específicos e profissionais das áreas de atuação do curso, os objetos de conhecimento e as atividades necessárias para o desenvolvimento das competências e habilidades de formação geral do aluno.
UC III – Créditos de formação complementar/integradora, que compreendem estudos integradores para o enriquecimento curricular e visam a ampliar a formação do acadêmico na área e em áreas afins;
UC IV – Créditos de Livre Escolha, que contemplam o núcleo de estudos entendidos como de livre escolha do acadêmico, com o objetivo de ampliar a sua formação, além de destacar as suas habilidades e competências.
Tópicos Especiais em Engenharia de Produção:
Para suprir uma demanda de conhecimento não contemplado no elenco das disciplinas obrigatórias de formação específica e profissional (UC 3), componentes curriculares adicionais serão ofertados através de Tópicos Especiais, trazendo abordagem de conteúdos inovadores a serem definidos de acordo com a necessidade.
Os componentes curriculares de Tópicos Especiais serão estruturados em 02 (dois) eixos/áreas principais: Tecnologia e Sistemas Agroindustriais e; Inovações e Gestão em Engenharia Organizacional, de Operações e Processos de Produção.
Estes eixos/áreas consideram tanto aspectos regionais dos quais o curso está inserido quanto às tendências de tecnologia e gestão ao qual o curso caminha.
Estes componentes curriculares deverão possuir caráter inovador, que possam proporcionar ao acadêmico o acompanhamento das tendências científicas, tecnológicas e de gestão, objetivando dar maiores habilidades e competência profissionais aos estudantes.
Os componentes curriculares de Tópicos Especiais podem ser propostos pelo NDE, e devem ser aprovados pelo colegiado do curso.
3.5 Atividades Acadêmicas Articuladas ao Ensino de Graduação
Para articular as atividades acadêmicas ao ensino de graduação, o curso seguirá o que se tem estabelecido em normatização acadêmica e suas resoluções para Estágio Supervisionado e Trabalho de Conclusão de Curso.
3.6 Estágio Supervisionado
O estágio supervisionado compreende as atividades de aprendizagem profissional, social e cultural, proporcionadas ao discente por meio de observações, estudos, pesquisas, visitas, exercício profissional remunerado ou não, em empresas públicas e/ou privadas, assessorias a movimentos sociais, dentre outras. O Estágio Supervisionado é regulamentado pela Resolução nº 028/2012-CONEPE e Resolução nº 100/2015-CONEPE.
I. Objetivo
O Estágio Supervisionado tem por objetivo proporcionar ao discente o contato real com a vivência da profissão de Engenharia de Produção Agroindustrial, visando à aplicação do conhecimento teórico e prático adquirido no ambiente acadêmico e social, qualificação e aprofundamento desse conhecimento, bem como praticar uma visão crítica e a análise de informações nos locais e áreas de atuação do Engenheiro de Produção Agroindustrial como forma de orientar, formar e qualificar o discente para atuação de forma científico-tecnológica, ética, social, humana.
II. Justificativa
O estágio supervisionado é estabelecido pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Engenharia como conteúdo curricular obrigatório, cabendo à instituição de ensino regulamentá-lo.
III. Metodologia
Aplicação de conhecimentos técnicos, identificação e solução de problemas projetuais, comunicação técnica eficiente nas formas escrita, oral e gráfica, atuação em equipes multidisciplinares, compreensão e aplicação da ética profissional e a avaliação do impacto das atividades profissionais no contexto social, econômico e ambiental.
O relatório de acompanhamento das atividades de estágio é documento obrigatório para a comprovação das horas de estágio cumpridas pelo aluno; referência para verificação do grau de adesão dos conhecimentos transmitidos ao aluno e da relação desses conhecimentos com a prática profissional, tanto do ponto de vista da cedente quanto do estagiário, retroalimentando a reflexão sobre a eficácia do ensino e da aprendizagem a partir do olhar do mercado de trabalho.
IV. Compete ao professor de Estágio Supervisionado
Fazer cumprir a Resolução nº 028/2012 – CONEPE e Resolução nº 100/2015 – CONEPE.
V. O campo de atividades do Estágio Supervisionado
O Estágio Curricular Supervisionado pode ser realizado em indústrias e empresas, instituições públicas e privadas ou organizações não governamentais, bem como na própria instituição ou com profissionais liberais de nível superior devidamente registrado nos conselhos profissionais.
VI. Atividades de Estágio
Durante a realização do estágio, o aluno deverá vivenciar o cotidiano profissional em uma ou mais áreas de atuação profissional de Engenharia de Produção.
VII. Requisito e carga horária
Para habilitar-se ao estágio supervisionado, o discente deverá ter cursado ao menos 50% dos créditos do curso.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia, Resolução CNE-CES 02, de 24 de abril de 2019, a formação do engenheiro inclui, como etapa integrante da graduação, as práticas reais, entre as quais o estágio curricular obrigatório sob supervisão direta do curso, tendo como carga horária mínima de 160 (cento e sessenta) horas.
Neste sentido o estágio curricular obrigatório do curso de Engenharia de Produção Agroindustrial tem duração mínima de 160 (cento e sessenta) horas, conforme orientação prevista na Instrução Normativa nº 003/2019 – UNEMAT, e ser obrigatoriamente supervisionado pela instituição de ensino através de relatórios técnicos e de acompanhamento individualizado durante o período de realização, em modelo próprio aprovado pelo colegiado de curso por docente vinculado a Faculdade de Arquitetura e Engenharia.
O Estágio Curricular Supervisionado pode ser realizado em período que não coincida com o semestre letivo, como em período de férias, desde que o discente candidato ao estágio formalize sua inscrição junto ao coordenador do estágio, acompanhado do termo de aceite do professor supervisor.
A lei 11.788 de 25 de setembro de 2008 estabelece que o estágio relativo a cursos que alternam teoria e prática, nos períodos em que não estão programadas aulas presenciais, poderá ter jornada de até 40 (quarenta) horas semanais, desde que isso esteja previsto no projeto pedagógico do curso e da instituição de ensino.
Neste sentido, o curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da UNEMAT permitirá que o estágio tenha jornada de até 40 horas semanais.
3.7 Trabalho de Conclusão de Curso
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia, Resolução CNE-CES 02, de 24 de abril de 2019, o Projeto Final de Curso deve demonstrar a capacidade de articulação das competências inerentes à formação do engenheiro. O Projeto Final de Curso, pode ser realizado individualmente ou em equipe, sendo que, em qualquer
situação, deve permitir avaliar a efetiva contribuição de cada aluno, bem como sua capacidade de articulação das competências visadas.
O Trabalho de Conclusão de Curso compreende as disciplinas Trabalho de Conclusão de Curso I (TCC I) e Trabalho de Conclusão de Curso II (TCC II), ofertadas semestralmente e ministradas por docente do curso. As normas que regem o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) são regulamentadas pela RESOLUÇÃO Nº 030/2012 – CONEPE de 03 de junho de 2012 e RESOLUÇÃO Nº 055/2015 - CONEPE de 16 de abril de 2015.
É considerado discente em fase de realização de TCC todo aquele regularmente matriculado na(s) disciplina(s) TCC 1 e TCC 2. O Projeto de TCC 1 e o TCC 2 devem seguir as Normas de Apresentação, conforme definição da Coordenação de TCC em consonância com as normas para a publicação de TCC da instituição em vigor, publicadas oficialmente pela universidade através de resolução aprovada em sessão pelo CONEPE/UNEMAT.
A coordenação do TCC é realizada pelos docentes de TCC 1 e TCC 2, sendo o docente de TCC2 responsável pelas atividades de agendamento de bancas e registro.
Na elaboração do TCC, a definição do tema é de livre escolha do aluno, observando as áreas de conhecimento e áreas de atuação da Engenharia de Produção Agroindustrial.
Para o acadêmico se matricular nas disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso, deverá ter cursado no mínimo 50% (cinquenta por cento) dos créditos do curso e respeitar os pré-requisitos estabelecidosnas matriz curricular do curso de Engenharia de Produção Agroindustrial.
I. Dos professores orientadores
Fazer cumprir a Resolução 030/2012 CONEPE.
II. Das ações do professor de TCC
Fazer cumprir a Resolução 030/2012 CONEPE.
3.8 Prática como Componente Curricular
As atividades caracterizadas como prática como componente curricular serão desenvolvidas obrigatoriamente ao longo do curso, sendo diluída em disciplinas, pela realização de atividades em laboratório ou afins. A realização de atividades práticas obrigatórias contribui com a formação do Engenheiro de Produção Agroindustrial.
3.9 Atividades Complementares
As atividades complementares objetivam diversificar e ampliar os espaços educacionais e o universo cultural dos acadêmicos em formação e permitir a integração com profissionais de áreas e disciplinas diferentes, mantendo contato direto com a realidade da profissão em suas diversas áreas de atuação. Contemplam o reconhecimento de habilidades e competências extracurriculares e compreendem o aproveitamento de conhecimentos adquiridos pelo discente, com realização de atividades vinculadas à sua área de formação profissional. As atividades complementares transcendem o antigo conceito de currículo e proporcionam aos acadêmicos a experiência e o aprendizado em vários aspectos que contribuem com a melhor formação profissional. Portanto, as atividades complementares visam ampliar os horizontes de uma formação profissional, proporcionando uma formação sociocultural e técnico-científica mais abrangente.
Ainda, a participação ativa do acadêmico em construir o próprio conhecimento - com a participação dos docentes - consolida de forma mais eficiente o aprendizado.
As normas para o cumprimento das Atividades Complementares do Curso de Bacharelado em Engenharia de Produção Agroindustrial estão regulamentadas pela RESOLUÇÃO Nº 294/2004 – CONEPE, RESOLUÇÃO Nº 010/2020 Ad Referendum CONEPE, RESOLUÇÃO Nº 023/2020 – CONEPE e INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 003/2019 - UNEMAT.
As atividades complementares deverão ocorrer durante o período de duração do curso, sendo de livre escolha do acadêmico a efetivação da carga horária mínima 30 (trinta) horas.
São consideradas atividades complementares:
I. Participação em Projetos de Pesquisa, de Iniciação Científica e/ou inovação tecnológica;
II. Participação em Projetos de Ensino;
III. Participação em Monitoria Acadêmica;
IV. Participação em Seminários, Simpósios, Congressos, Conferências, Fórum; Debates, Palestras, entre outros;
V. Participação em cursos presenciais ou na modalidade a distância.
VI. Publicações (resumos, artigos, resenhas, entre outros) e/ou produção de texto técnico, científico ou cultural.
O acompanhamento semestral do cumprimento de Atividades Complementares, a conferência da comprovação e o lançamento das horas no Sistema Acadêmico ficarão a cargo da Coordenação de Curso.
É de responsabilidade exclusiva do acadêmico inserir semestralmente as atividades cumpridas e os respectivos comprovantes no sistema acadêmico
3.10 Das ações de extensão
O Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial cumpre o estabelecido pelo Conselho Nacional de Educação que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais.
Considerando a necessidade de promover e creditar as práticas de extensão universitária e garantir as relações multi, inter e ou transdisciplinares e interprofissionais da Universidade e da sociedade, esse PPC se fundamenta no princípio da indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão, previsto no art. 207 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988; na concepção de currículo estabelecida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei no 9.364/96); na Meta 12.7 do Plano Nacional de Educação 2014/2024 (Lei no 13.005/2014); na Resolução no 07 de 2018 do Conselho Nacional de Educação e na Política de Extensão e Cultura da UNEMAT de modo a reconhecer e validar as ações de Extensão institucionalizadas como integrantes da grade curricular.
A creditação de Extensão é definida como o registro de atividades de Extensão na matriz curricular, nas suas diversas modalidades extensionistas, com escopo na formação dos alunos.
Para fim de registro considera-se a Atividade Curricular de Extensão – ACE - a ação extensionista institucionalizada na Pró-reitoria de Extensão e Cultura da UNEMAT, nas modalidades de projeto, curso e evento, coordenado por docente ou técnico da carreira de nível superior. As ACE’s fazem parte da matriz curricular deste PPC e compõem 10% (dez por cento) da carga horária curricular total, garantindo ao discente a participação em quaisquer atividades de Extensão, respeitados os pré-requisitos especificados nas normas pertinentes. O discente deve atuar nas ações de extensão integrando a equipe no desenvolvimento das atividades curriculares de extensão, nas seguintes modalidades:
I. Em projetos de Extensão, como bolsista ou não, nas atividades vinculadas;
II. Em cursos, na organização e/ou como ministrantes;
III. Em eventos, na organização e/ou na realização.
As atividades de Extensão serão registradas no histórico escolar dos discentes como forma de seu reconhecimento formativo, e deve conter título, modalidade da ação, nome do coordenador, IES de vinculação, período de realização e a respectiva carga horária.
Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem
A avaliação da aprendizagem discente no Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da UNEMAT é entendida como um processo contínuo, sistemático e integral de acompanhamento e
julgamento do nível, no qual estudantes e professores encontram-se em relação ao alcance dos objetivos desejados na formação do profissional em questão.
A avaliação de desempenho discente do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial seguirá a normatização acadêmica da instituição, instituída pela Resolução 054/2011 CONEPE.
3.11.2 Avaliação institucional
A avaliação institucional da UNEMAT é planejada e instaurada pela Comissão Própria de Avaliação Institucional (CPA), que tem por atribuição a coordenação dos processos internos de avaliação, com finalidade de buscar melhorias para os cursos e serviços prestados, e a sistematização e prestação de informações solicitadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP).
A avaliação institucional é um processo permanente que busca o autoconhecimento da Universidade e possibilita o planejamento de melhorias na instituição e nos cursos que a UNEMAT oferta. O processo contempla a análise global e integrada do conjunto de dimensões, estruturas, relações, compromisso social, atividades, finalidades e responsabilidades sociais da UNEMAT.
A Comissão Própria de Avaliação foi instituída na Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004 e regulamentada internamente pela Resolução nº. 035/2004 – CONSUNI.
O processo de auto avaliação institucional das IES, parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), integra três modalidades principais de instrumentos: Avaliação Externa, Auto avaliação e Avaliação do Desempenho dos Estudantes (Enade). A auto avaliação oferece subsídios à avaliação externa ao indicar as especificidades de cada instituição.
A avaliação institucional é feita anualmente e congrega um sistema de avaliação que permite que os alunos e professores façam uma auto-avaliação, avaliem uns aos outros, bem como avaliem a estrutura e a gestão da instituição.